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por João Paulo
Pela primeira vez em mais de dez anos, a nossa igreja não realizou um Encontro de Jovens. A data que seria usada para o evento (depois de já ter sido adiado uma vez) acabou sendo um sábado em que muitas pessoas puderam ir ao sítio (algumas pela primeira vez) e aproveitar tranquilamente as dependências do sítio (algumas pela primeira vez). Foi um dia bastante agradável, de céu aberto e sol em meio a uma semana de chuvas e tempo instável. Creio que isto foi bênção de Deus para que pudéssemos aproveitar o dia, o lugar e o convívio com os irmãos.
Na verdade, porém, para quem já participou, e especialmente para quem já trabalhou no Encontro, é muito difícil (senão impossível) dissociar o local do evento que tantas vezes foi realizado lá. Para mim, pessoalmente, foi um tempo para pensar o que já se fez, o que não se fez, o que poderia ter sido feito e o que ainda pode ser feito. De tantas considerações, acho que pude chegar a algumas conclusões, que gostaria de compartilhar.
A primeira delas é que o Encontro sempre foi um momento de muitas bênçãos de Deus para todos que lá estiveram, tanto para participar como para trabalhar. Ver como jovens tem suas vidas mudadas naqueles breves momentos nos enche de esperança diante do grande desafio que vivemos como Igreja neste mundo. Temos de ser, portanto, gratos a Deus por tudo que já foi feito, por aqueles que idealizaram o Encontro de Jovens, pelos que participaram e pelos que trabalharam. É, sem dúvida, um legado que tem de ser respeitado e considerado.
A segunda conclusão é que este é um tempo para reflexão. Mais importante do que procurarmos culpados, sejam eles o ENEM, os jovens, os casais ou quaisquer outros, há que se pensar que vínhamos há mais de dez anos fazendo praticamente o mesmo trabalho, com apenas pequenas alterações. Quase nenhum dos jovens que começaram o trabalho continua fazendo parte da equipe, mesmo porque já estão em outros momentos em suas vidas. Ao mesmo tempo, temos à nossa disposição uma equipe renovada, com jovens que estiveram no Encontro recentemente e percebem a relevância deste trabalho.
Portanto, é tempo de parar e pensar, entender as demandas da nossa geração e procurar respondê-las com o mesmo empenho que teve a primeira geração do Encontro de Jovens. A diretoria deste ano já deu passos importantes neste sentido, e a que vai assumir deve buscar continuar este processo de atualização. É preciso sempre levar em conta, porém, que a mensagem é a mesma, mas os meios podem ser mudados, e até descartados. O Encontro não existe desde sempre; pode e deve ser repensado a todo tempo. Cabe, porém, a nós levar as Boas Novas aos jovens deste mundo, e procurar os meios mais eficientes para fazê-lo.
“O mundo muda, mas Cristo não; importa que preguemos a salvação!”

adautoIIadautoIQueremos convidar todos os filhos (e filhas, enteados, sobrinhos etc.) pra participar do Seminário em comemoração dos 87 anos de nossa igreja. Nesse próximo fim de semana, teremos a presença do físico Adauto Lourenço, que estará ministrando um curso com o tema “Com0 tudo começou”. Não perca esta chance de assistir um grande especialista nesse assunto que causa muitas dúvidas a tantas pessoas. Venha e convide seus amigos!

Por Ricardo

O Conselho da Igreja adotou recentemente algumas resoluções que tem causado grande debate e divisão de opiniões. A mais polêmica certamente foi a de que para o ano de 2010 será extinto o cargo de pastor auxiliar. Não entraremos no mérito se estas decisões foram acertadas ou não.

Introduzo este quadro para tratar de um tema de vital importância para a vida da igreja: a eleição de presbíteros e diáconos que acontecerá em agosto deste ano. Muito mais que um mero formalismo, estamos elegendo pessoas para exercer um ministério que exige muita responsabilidade e maturidade espiritual. Segundo o Manual Presbiteriano de 2005, no seu capítulo 5, 2ª seção, artigo 83, tópico a, encontramos a seguinte afirmação: ‘’…são funções privativas do Conselho: a) exercer o governo espiritual e administrativo da Igreja sob sua jurisdição, velando atentamente pela fé e comportamento dos crentes, de modo que não negligenciem os seus privilégios e deveres…’’. Em 1ª Timóteo também observamos no capítulo 4, versículo 17 que ‘’…devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino…’’

Estas constatações nos levam a refletir sobre os seguintes pontos: será que o Conselho da igreja tem se voltado para isto? Será que efetivamente a fé e o comportamento dos crentes tem sido a preocupação central dos presbíteros? Acredito que para alguns sim porém para outros não (como é normal de se esperar). Mas isto também nos ajuda a pensar, inclusive pela própria efervescência do momento em que estamos atravessando, se com esta eleição este quadro pode ser revertido.

É importante que, antes de qualquer coisa, oremos e peçamos a orientação de Deus para nos instruir a participar de um momento tão importante na vida da igreja. Devemos também conversar com os irmãos que estão concorrendo ao cargo para sabermos um pouco mais sobre suas idéias, sua visão da Igreja e etc.

O que observamos é que muitos não atentam para a importância que a eleição representa para a sua vida e a de todos os irmãos na fé. Alguns são eleitos porque pertencem a famílias tradicionais na igreja, outros porque são vistos como pessoas que precisam de uma ocupação na igreja ou por qualquer outra motivação fútil (porém acredito que em alguns casos realmente é o chamado de Deus para que aquele irmão esteja ocupando aquele cargo).

Devemos levar em consideração que se queremos uma igreja mais ativa, que cometa menos absurdos por parte de seus oficiais, é a partir do Conselho e da Junta Diaconal que esta mudança ocorre. São os presbíteros que nos representam e que têm a função de nos pastorear também e os diáconos, por sua vez, têm o papel de auxiliar no bom funcionamento do culto e assistir as pessoas necessitadas.

Por isso, antes de votar, ore e peça orientação a Deus para instruir-los neste momento tão decisivo para a vida da igreja.

Por João Paulo

Vocês sabem: aqueles que se dizem governadores das nações têm poder sobre elas, e os seus dirigentes têm autoridade sobre elas. Mas, entre vocês não deverá ser assim: quem de vocês quiser ser grande, deve tornar-se o servidor de vocês, e quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se o servo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir e para dar a sua vida como resgate em favor de muitos”

Vocês compreendem o que acabei de fazer? Vocês dizem que eu sou o Mestre e o Senhor. E vocês têm razão; eu sou mesmo. Pois bem: eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz. Eu garanto a vocês, o servo não é maior que o seu senhor, nem o mensageiro é maior do que aquele que o enviou. Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática”

Recentemente, um presbítero de nossa igreja disse, na presença de várias pessoas (eu inclusive), principalmente jovens e pessoas novas na fé, que “o pastor não manda nada na igreja”. Ele disse ainda que quem manda é o conselho, isto por causa de uma autorização concedida pelo pastor, e que esse presbítero considerou que ia contra decisões tomadas pelo próprio conselho. Pois bem. Não quero aqui julgar se o pastor poderia ou não ter autorizado, mas na verdade falar sobre algo que ficou evidente nessa situação, que deixou alguns bastante chateados.

É uma pena notar que a lógica vigente na igreja é a do “quem manda”. É claro, nos organizamos e criamos cargos e funções com o objetivo de facilitar e melhorar o funcionamento da nossa vida em comunidade. Buscamos fazer tudo com “ordem e decência”, e cremos que Deus se agrada disso. Mas com muita frequência acabamos nos perdendo nas nossas próprias organizações, discutindo detalhes sem importância e negligenciando o que é mais importante. Estamos preocupados demais em saber quem manda no quê, quem é o líder do quê, quem é o responsável pelo quê. E assim, ficamos mais preocupados em manter nosso espaço de autoridade, e ai de quem tente passar por cima dela! Um terreno conquistado com tanto trabalho não pode ser assim tomado de repente, afinal, “quem manda aqui sou eu”.

Mas não foi assim que nosso amoroso Mestre nos ensinou. Jesus, que efetivamente manda na Igreja, nos mostrou que a lógica não deve ser a do “quem manda”, mas a do “quem serve”. Quando nos perdemos na nossa burocracia eclesiástica, ele nos lembra que o sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Quando queremos nos assentar à sua direita ou esquerda, ele ensina que o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em favor de muitos. E próximo de sua hora derradeira, nos lavou os pés, dando um exemplo de humildade a ser seguido. Por isso, em vez de nos preocuparmos em quem manda em tal coisa, devemos pensar em como podemos servir de fato a nossos irmãos. O que temos que ceder de nossas vidas para que o nosso próximo viva melhor?

Por mais que tenhamos autoridades constituídas a quem devemos respeito e honra, não podemos perder de vista o porquê de elas estarem lá (e todos nós também!): o serviço em amor ao próximo. Em vez de reforçarmos nossa autoridade, sujeitemo-nos uns aos outros em amor. Se este não for o propósito das nossas atitudes, seremos como o bronze que soa ou o címbalo que retine.
Na esperança de servir para alguma coisa,
grande abraço.

Olá!

Você, membro da Primeira Igreja Presbiteriana de Nilópolis (ou não), é muito bem vindo neste blog. Aqui iremos escrever sobre temas da vida cristã que às vezes passam batido na correria de nossas vidas, mas que não podem ser deixadas de lado. Cremos que há coisas em nossa igreja que não vão muito bem, e que podem e devem melhorar. E é sobre isso que desejamos falar.
Nós não nos consideramos donos da verdade, mas estamos somente expondo nossa opinião de quem tem trabalhado e dedicado seu tempo na obra do Senhor em nossa igreja; além disso, estamos abrindo um espaço de debates, para que outras opiniões possam se somar à nossa, e assim fazermos uma igreja melhor e mais ativa.
Sim, a ação é o nosso objetivo principal. Não falar mal de ninguém, mas zelar por essa igreja que tanto amamos, e que desejamos ver sempre crescendo no Caminho do Senhor. Como diz Filipenses 1.27,28:
Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; e que em nada estais intimidados pelos adversários.
No mais, fiquem à vontade.
A Paz.

Por Ricardo

Certa vez conversando com um Diácono na Igreja, fui pego de surpreso com a seguinte frase: “Você ainda está no primeiro amor, Ricardo, é natural que você aja desta forma: empolgado e com novas idéias para a Junta Diaconal. Nós (referindo-se aos oficiais mais antigos) já estamos ‘cansados’ de ver algumas coisas na Igreja que nos acostumamos”. Esta frase foi dita em resposta a minha indignação à reação da Junta ao Projeto Pré-Vestibular Comunitário que estamos desenvolvendo na Igreja, pela própria Junta Diaconal, e que no dia de sua abertura não contou com nenhum Diácono (apenas um, como aluno). A frase dita pelo meu colega reflete perfeitamente o quadro atual da Igreja: uma apatia generalizada, que parte desde os oficias até os simples membros que visitam a Igreja um turno por semana.

Por outro lado, vemos o sacrifício sempre das mesmas pessoas, que por sinal não abandonam alguns cargos ou postos de liderança na Igreja com medo do que isto pode implicar. As dinâmicas da Igreja são feitas por poucos! Diante disto, nossos irmãos vão se acostumando com este quadro e o desejo de renovação se acaba. A grande maioria se queixa da falta de renovação que a nossa Igreja apresenta, direcionando suas críticas para as mesmas pessoas (que supostamente tomam algumas medidas conservadoras ou “ultrapassadas”). Mas o que nós temos feito? Pouco se faz e muito se fala! Este quadro é um problema enraizado em nosso meio. Difícil de lidar, e quando o tentamos enfrentá-lo, sempre somos mal vistos ou acusados de tentarmos ser mais santos do que outros.

O ponto central é que as pessoas não querem escutar a verdade ou, quando querem, preferem que seja da forma mais suave e delicada possível. Ninguém quer se submeter a ninguém, ser humilde para ouvir o que o outro tem a nos dizer ou a nos aconselhar!

Vivemos um momento atípico na Igreja, onde as influências pós-modernas parecem penetrar o mais íntimo de nosso consciente. Isto, a meu ver, se traduz no comportamento diferente no meio eclesiástico dos irmãos. Achando, no sentido literal da palavra, ser as donas da verdade. Mesmo sem participar ou se envolver em nenhuma atividade, se acham no direito de cobrar e reclamar de qualquer medida adotada por um Pastor, por um Presbítero ou por um Diácono.

Em outras palavras: as pessoas se acham superiores a tal ponto de, mesmo vivendo uma vida medíocre em nosso meio, têm o direito de julgar e reclamar da liderança da Igreja e de toda a sua dinâmica. Nada na Igreja é interessante, tudo o que acontece lá fora é mais legal, mais organizado, mais atrativo. Em alguma medida isto pode até ser verdade. Mas porque não na Igreja? Nada agrada as pessoas, nada! O Pastor não é mais respeitado (tratamo-los como se tivessem a obrigação de cumprir com o seu ministério pastoral), os Presbíteros são tachados como pessoas “idosas” que não tem nenhuma função especial na Igreja (mas sim de serem “chatos”, “implicantes” e “resistentes” a qualquer tipo de novidade), os Diáconos (coitados!), nem se falam. Muitos dizem, “ah, é Diácono”.

O desejo do meu coração, por mais difícil que seja o atual quadro, é que nos voltemos a Deus e peçamos orientação necessária para que mudemos um pouco esta realidade. Chega de pessoas cansadas e apáticas na Igreja! Que fique bem claro que eu não desejo uma revolução na Igreja, apenas um envolvimento maior, mais temor a Deus por parte das pessoas (a começar em mim!), mais desejo de participação e entusiasmo para com o nosso meio eclesiástico em sua totalidade. E toda esta mudança vem de Deus, que nos capacita e nos dá força para continuarmos sempre no primeiro amor.